terça-feira, 22 de novembro de 2016

Mais de 70% dos estudantes LGBT já foram agredidos na escola


Um levantamento constatou que 73% dos jovens entre 13 e 21 anos que são lésbicas, gays, bissexuais ou transgêneros, já foram agredidos na escola. Isso só no ano de 2015. O Brasil lidera o ranking de homofobia nas escolas entre outros cinco países da América Latina onde foi realizada essa mesma pesquisa pela ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
No ranking, atrás do Brasil vem Argentina (72,1%) e Peru (71,9%). Entre os jovens brasileiros que afirmaram já terem sofrido agressões verbais, 22,8% afirmaram que isso ocorre frequentemente ou quase sempre. Já o país da América Latina com menor índice de agressão a estudantes LGBT foi o Uruguai com 49%, ainda assim um número alarmante. Além das agressões verbais, agressões físicas também foram relatadas por aproximadamente 25% dos jovens pesquisados.
Ainda de acordo com o estudo, 60% destes estudantes não consideram a escola não é um lugar seguro, bem diferente dos alunos heterossexuais. Dentro da escola, o ambiente onde se tem mais medo é o banheiro (37,4%) e as aulas de educação física (36,1%) onde ocorre maior parte das agressões verbais e físicas de cunho homofóbico.
Os resultados da pesquisa deverão ser usados para ajudar a AGLBT para pressionar o governo em propostas que combatam a LGBTfobia em sala de aula. Enquanto isso, na política, estratégias para combater a homofobia nas escolas foram sempre evitadas para o governo não se indispor com bancadas conservadoras e religiosas, como a exemplo do ocorrido em 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff mandou vetar o kit anti-homofobia já pronto e planejado pelo então Ministro da Educação, Fernando Haddad. Na ocasião, Dilma afirmou à imprensa que “o governo não faria propaganda de (sic) “opção sexual” aos alunos, cancelando assim o projeto. Como se existisse propaganda e sexualidade fosse algo influenciável, quando a intenção era apenas se educar alunos contra a homofobia e acabar com o preconceito. Todos sabemos que o propósito real de Dilma foi apenas não desagradar a bancada conservadora do Congresso afim de continuar obtendo apoio político (o que não funcionou da mesma forma).
Mesmo sem qualquer incentivo por parte do governo para acabar com a violência homofóbica em sala de aula, é bom lembrar que felizmente existem exemplos de alunos e professores pelo Brasil que buscam abordar esse tema [...]
Fonte: Super Pride.

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